A representação política é feita por uma escolha baseada em um espelhamento do eleitor, pois quase sempre votamos em alguém que poderíamos ter sido, que tenha o nosso linguajar e a nossa visão de mundo.
É sabido que o voto tem dois elementos: a dor e a esperança, que sugerem percepções, com base em conhecimento da realidade e do que se é possível fazer para melhorar o mundo.
Em relação às dores, que são diariamente vistas na sociedade na distribuição desigual de rendas, na falta de oportunidades, no aparelhamento das instituições em prol de interesses particulares, nas corrupções e absurdos de gastos com o dinheiro público, a sociedade clama pelo remédio da honestidade e da capacidade de realização.
Por outro, a esperança é a crença de que o político que escolhemos será diferente daquele que ocupou o cargo anteriormente, de que até que enfim teremos mudanças efetivas.
Porém, para saber se um político será bom ou ruim é preciso esperar o mandato dele desenrolar e aguardar o tempo passar. O julgamento precipitado pode enaltecer o político ruim ou criticar o bom político.
Finalmente, a ansiedade pode levar a querer encurtar caminhos e isso é ruim. É preciso lembrar que as coisas não ficaram péssimas de uma hora para outra e por isso também não vai melhorar de um minuto para o outro, mas um passo dado em direção ao melhor já é um avanço. Deus abençoe a todos nós.
Por Eliel Miranda